Chiquinha gosta de cama
pra amar e pra dormir
adora ficar deitada
e do quarto não quer sair
Toca a sineta de prata
manda fechar a cortina
porque um raio de sol
feriu a sua retina
Grita meio manhosa
joga tamancos pro ar
mandar calar os bicos
os passarinhos do pomar
Deitada em penas de ganso
Chama a escrava dileta
Traga a refeição da manhã
Quero bandeja completa
Molhados no leite de rosas
Pra desinchar os meus olhos
E deixar minha pele formosa
Abanem-me com minhas plumas
Ponham almofadas pra eu encostar
Quero gozar as delícias
Do meu castelo, meu lar
Nem decreto do Rei Louco
Vai me fazer levantar
Quero ficar repousando
Até meu amor voltar
Mas tem “Gente Grauda” na sala
Pra audiência com sinhá!
Hoje não tô de prosa
mandem todos passear!
Hoje não faço nada
Vou tirar pra descansar
E juro, se tocar o sino
Mudo a torre de lugar
Marcial Ávila






A preguiça é a chave da pobreza
A preguiça nunca manteve bons criados
As fotos são lindas