Não conheci uma pessoa até hoje que ao comprar uma casa não faça uma reforminha, seja novinha em folha ou usada. É um puxadinho dali, uma paredinha daqui, derruba-se uma parede para emendar o que não sei aonde, e assim vai. Todo mundo quer dar a sua cara no lar que foi arquitetado, projetado e aprovado para construção. A pessoa, ao comprar, não abre mão das reformas para adequar o espaço às suas preferências.
Será que quando nasce um Ser, o mesmo não acontece? Já tem gente vestindo cachorro. Outro dia assisti ao vídeo de um cachorro andando de skate e pude ver ao vivo um outro surfando. Isso mesmo, pegando onda. E o cão era fera viu! E com o Ser Humano, será a educação um meio de adequação da essência do indivíduo?
Como descobrir nossa essência se ela está submersa, enterrada, debaixo de camadas e mais camadas de ações educativas e transformadoras: pais, avós, tios, irmãos, primos, professores, amigos, padres, médicos, marido/mulher, filhos,legisladores, juízes, mídias, etc, etc, etc, todos fissurados em reforminhas.
De vês em quando aparece alguém para nos alertar sobre essas reforminhas que tanto submergem sonhos e talentos. Assista ai:
Obrigado Steve Jobs, por fazer crer na minha essência e acreditar que os pontos existem e que esses podem, e devem, ser ligados. Quem disse que passado foi feito para esquecer? No Brasil é que plantaram essa mania de desprezar a história, a nossa história. Sem ela como podemos ligar os pontos? Nossa história só não interessa aos apreciadores das “reforminhas”.




