Desde de pequeno tive que aprender a dominar esse sentimento que desperta quando a gente menos espera.
Verdade é que nunca gostei de sentir saudade. Principalmente aquelas que acordam no meio da noite produzidas por um pesadelo. Ai, vem junto a tristeza. Indefesos, nada podemos fazer. Afinal, como disse o poeta: “não somos responsáveis por nossos sentimentos. Somos sim, donos das nossas atitudes.”
Como não sei lidar com a saudade,
mando a tristeza dormir para que Eu possa sonhar e me distrair. Sonhar acordado. Sonhar ouvindo boas músicas. Sonhar junto a Natureza, bela. Sonhar apreciando as artes que nos desafiam a compreensão, e nos distraem. Aprendi com a Ana Bacelar, amiga de longa data. Sonhar trabalhando. Não sei lidar com a saudade. Varro pra debaixo do tapete. Muito cedo tive que fingir não ter esse sentimento. Manifestação sincera do amor intangível. Até que é gostoso ter saudade, mas só quando a gente sabe que vai passar. A saudade infinita rói o coração, e como dói. Mais cedo ou mais tarde Ela aparece de outras formas: pressão alta, arritmias, reumatismo, dor nos ossos, vista cansada e tantas outras formas. A mais cruel é o câncer. Esse vem para liberta-la. Vai dormir, vai sua danada. Vai que meu amor já tá voltando, mais colorida que nunca. Arco-iris é que não falta, nessa beira de fim de mundo, para me lembrar do Pássaro Colorido.




