Velhas arvores – Olavo Bilac

Olha estas velhas árvores, mais belas do que as árvores moças, mais amigas,

Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas…

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac

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Tetraneto do Padre Manoel Moreira Maia. Neto de Ricciotti Volpe e Leonor Costa Volpe.
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