Quando o homem dá as costas a Deus, o caminho nas sombras.

Há um instante silencioso em que o coração se volta — não para o alto, mas para si mesmo.
É quando o homem, cansado de esperar,
decide ser dono da própria luz, e caminha sem perceber que pisa nas sombras.

Dar as costas a Deus não é um gesto do corpo,
mas da alma. É esquecer o olhar que sustenta,
é silenciar a voz que chama, é trocar o infinito por um espelho.

No início, parece liberdade. Mas logo o vazio se instala — porque longe da fonte, a sede não passa, apenas cresce.

Mesmo assim, Deus não se afasta.
Ele permanece onde sempre esteve: atrás de nós, com o olhar manso de quem espera o retorno.

E quando, cansados do escuro,
finalmente viramos o rosto,
descobrimos que a luz nunca se foi —
fomos nós que havíamos fechado os olhos.

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About Tropo

Tetraneto do Padre Manoel Moreira Maia. Neto de Ricciotti Volpe e Leonor Costa Volpe.
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