Inspirado em Levítico 10:1-20

A entrada no “Túnel”

(leitura recomendada: http://sabinofreitas.com/2026/03/29/entre-a-pressa-e-a-presenca/)

Há momentos em que a gente se precipita. Não por falta de inteligência, nem por má intenção — mas por ansiedade, por impulso, por aquela necessidade quase física de resolver, agir, concluir. E então a ação acontece… rápida, intensa, sem pausa. Só depois vem a percepção: talvez não era o momento, talvez não era o jeito, talvez não era necessário fazer nada ainda. A vida, em muitos momentos, não falha por falta de ação — falha por excesso dela. Existe uma diferença sutil, mas decisiva, entre movimento e direção. Nem todo movimento leva adiante. Às vezes, só afasta do que realmente importa. Por isso, há um tipo de força que quase ninguém valoriza: a capacidade de parar. Parar antes de responder. Parar antes de decidir. Parar antes de transformar um sentimento em atitude. Porque sentimentos são passageiros, mas decisões têm consequências. E no meio disso tudo existe um espaço — curto, silencioso, quase invisível — entre o que você sente e o que você faz. Esse espaço é o lugar mais poderoso que você tem. É ali que a ansiedade pode ser desacelerada. É ali que o impulso perde força. É ali que a clareza começa a surgir. Mas acessar esse espaço exige algo difícil: suportar o desconforto de não agir imediatamente. E nem sempre isso é fácil. Às vezes você vai errar. Vai agir rápido demais. Vai falar o que não precisava. Vai escolher antes de entender. E tudo bem. O ponto não é evitar todos os erros — é aprender com eles. É olhar para trás e perceber: “O que me levou a agir assim?” “O que eu posso fazer diferente na próxima vez?” Esse é o verdadeiro ajuste. Não baseado em culpa, mas em consciência. E, aos poucos, algo muda. A urgência começa a diminuir. As decisões ganham mais consistência. A mente fica menos barulhenta. E você percebe que não precisa acertar tudo para seguir em frente. Precisa apenas de uma coisa: estar presente o suficiente para escolher melhor o próximo passo. Porque, no fim, não é a intensidade que constrói uma vida estável — é a qualidade das decisões tomadas com consciência. E…

…consciência quase sempre começa com uma pausa.

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About Tropo

Tetraneto do Padre Manoel Moreira Maia. Neto de Ricciotti Volpe e Leonor Costa Volpe.
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