Inspirado em. Levítico 15:1-33

O que em nós precisa de pausa

Existe uma parte da vida que não aparece nas metas, nem nos planos bem organizados. É a parte que transborda. São os dias em que a mente não silencia, em que o corpo pesa, em que as emoções parecem ocupar espaço demais. A tendência é lutar contra isso. Apressar uma solução. Forçar clareza onde ainda há confusão. Mas nem tudo o que sai do controle precisa ser corrigido imediatamente. Algumas coisas precisam, primeiro, ser compreendidas. Há processos internos que funcionam como ciclos. Eles começam, crescem, atingem um pico e depois diminuem — se não forem interrompidos à força. Quando ignoramos esses ciclos, acabamos espalhando o que sentimos: nas decisões precipitadas, nas palavras duras, na exaustão silenciosa. Por outro lado, quando reconhecemos o excesso, algo muda. Criamos um espaço. Um intervalo entre sentir e agir. E nesse intervalo, surge a possibilidade de escolha. Pausar deixa de ser fraqueza e passa a ser estratégia. Recolher-se deixa de ser fuga e passa a ser cuidado. Nem todo momento é de avançar. Alguns são de reorganizar. E isso exige uma habilidade rara: respeitar o próprio tempo sem se julgar por isso. Com o tempo, o que parecia confuso se reorganiza. O que parecia urgente perde intensidade. E o que parecia um fim se revela apenas uma transição. Recomeçar, então, deixa de ser um peso. Vira um movimento natural. Porque viver bem não é evitar os momentos de desordem, …

…mas saber atravessá-los sem se perder de si mesmo.

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About Tropo

Tetraneto do Padre Manoel Moreira Maia. Neto de Ricciotti Volpe e Leonor Costa Volpe.
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