Um show a demonstração das aves de rapina adestradas, no Parque da Mangabeiras dia 12. Foram várias exibições numa manhã ensolarada de domingo. Em breve o Parque estará rivitalizado. As obras já começaram.
Nesta terça-feira, 14 de junho, constatamos a movimentação de uma retro escavadeira fazendo a limpeza do assoreamento do Lago dos Espelhos. Maravilha!!! A previsão é de que os trabalhos de revitalização do Parque terminem em 2 (dois) anos.
Muito agradável o Restaurante Peixe e Prosa situado nas imediações de Florestal, Minas Gerais. Ótimos serviços, equipe bem animada e comprometida com o bom atendimento. Tem um pesque e pague, também, para aqueles que curtem pescaria. Recomendo! Comida mineira e cerveja gelada. Lugar ideal pra prosear.
Com o título de JARDIM BOTÂNICO, recebido pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (CNJB) em 5 de abril de 2010, o Instituto Cultural Inhotim que, também, é reconhecido, pelo Governo Federal e pelo Governo de Minas Gerais, como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) realiza a SEMANA DO MEIO AMBIENTE INHOTIM 2011, de 29 de maio a 5 de junho de 2011.
Êta lugar gostoso esse INHOTIM viu!!! Desta vez fui por um novo caminho passando pela BR-040 e entrando a direita para o Retiro do Chalé. O caminho é asfaltado até lá, uma boa opção para quem está na zona sul de Belo Horizonte. A estrada é sinuosa, porém, está bem conservada e a paisagem é super agradável. Vejam o que encontramos pelo caminho: uma curiosa estátua de um índio segurando um bezerro. Alguém sabe dizer o porque dessa estátua ai? Outra opção bacana para ir ao INHOTIM é passando por CASA BRANCA. Esse trajeto é para os mais aventureiros e que não se importam com estrada de terra. Eu particularmente, adoro passar por esse caminho. É mais bucólico e a estrada nem é tão ruim. São cerca de 35 km de terra.
A última vez que estive no INHOTIM foi em abril de 2010. De lá pra cá, encontramos algumas novidades, por sinal super agradáveis. Claro, algumas muito doidas, frutos delirantes dos artistas. São elas: 1) O “Viveiro Educador e o Núcleo de Pesquisa Inhotim – uma área interativa, onde podemos observar, tocar e sentir diversas espécies da flora terrestre: planta tóxicas, aromáticas, medicinais e ornamentais. Pena foi a visita à estufa ter sido suspensa nesse dia. O sentimento foi frustrante, mas não nos deixamos contaminar por ele, tendo em vista o que ainda tínhamos para apreciar.
2) Outra novidade interessante é a possibilidade do Visitante adquirir “passagem” para circular de carro elétrico por 3 circuitos pré-determinados. O preço pago foi R$10,00 (dez reais) por pessoa, que dá o direito de andar o tanto que for necessário. Vale a pena contratar os serviços já que as distancias entre as obras estão ficando muito grandes e alguns caminhos íngremes e sob o Sol.
3) A Galeria da artista VALESKA SOARES: um pavilhão de forma octogonal,inspirado nos tradicionais gazebos de jardim, à beira de um lago isolado. Este pavilhão recebe Folly (2005-2009), cujas imagens fantasmagóricas são refletidas infinitamente nas paredes de espelho de seu interior. Estava fechado para manutenção (?!?!?)
4) A escultura de CHRIS BURDEN denominada Beam Drop Inhotim (2008): 71 vigas de construção foram jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros, dentro de uma vala cheia de cimento fresco, durante um período de 12 horas. O padrão aleatório das vigas caídas formou a obra, numa interpretação da gestualidade do expressionismo abstrato, ao
mesmo tempo propondo uma desconstrução da escultura moderna. Esta peça é a recriação, em formato maior, de um trabalho originalmente instalado em 1984, no Art Park, no Estado de Nova York, e destruído em 1987.
5) É impossível, dentro do horário de funcionamento do INHOTIM (9:30 às 16:30) apreciar com calma todas as obras, mas vale apena apreciar por 30 minutos (tempo completo de execução) a obra de JANET CARDIFF & GEORGE BURES MILLER
THE MURDER OF CROWS (2008): Num amplo espaço, os artistas instalaram um ambiente sonoro inspirado na gravura O sono da razão produz monstros (1799), de Goya, composto de gravações de marchas, canções de ninar, texto falado e composições musicais, assim como de uma trilha de efeitos incidentais. Soando de 98 alto falantes montados em cadeiras, em pedestais e nas paredes e evocando uma revoada de aves, a obra conduz o espectador através de uma narrativa de sonho que revela as qualidades físicas e escultóricas do som. Uma amostra do trabalho pode ser apreciada nos meus vídeos no Facebook. Click aqui para assistir.
Bom, tem muitas outras mais novidade, pois o Jardim Botânico é um órgão vivo em constante transformação. Para saber mais, entre no site do INHOTIM. Ante de terminar o post, quero agradecer à organização do INHOTIM por esse presente para Minas Gerais e parabenizá-los pelos trabalhos desenvolvidos.
Tarsila do Amaral está de volta à Belo Horizonte.
A exposição Tarsila e o Brasil dos modernistas, está aberta na Casa FIAT de Cultura desde o dia 03 de maio, e ficará até o dia 10 de julho de 2011. A entrada é franca. Estive lá e conferi, não só os trabalhos da artista, como também, os de Di Cavalcanti, Candido Portinari, Cícero Dias, Lasar Segall, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.
Aprecie com moderação.
Recomendo, também, visita à exposição OLHAR E SER VISTO – A FIGURA HUMANA DA RENASCENÇA AO CONTEMPORÂNEO “esta exposição traz consigo o fascínio que a imagem humana retratada exerce sobre as pessoas. A mitologia, a literatura, as ciências da mente, todas estão cheias de expressões sobre o misterioso poder do olhar do artista. Oscar Wilde fez seu personagem, o pintor Basil, assim se justificar pela recusa inicial de expor ao público o retrato de Gray: “Não porei o coração sob esse microscópio. Há muito de mim nesse retrato, Henry… Há demais!”
Prezados leitores, a próxima Saga já está sendo configurada, sonhada. Aguardem!
Buscar nossas origens mais primitivas.
VEM AI O ENCONTRO DE 40 ANOS DE FORMADOS DOS MENINOS DO APLICAÇÃO – CENTRO PEDAGÓGICO – COLÉGIO TÉCNICO DA UFMG. NOTÍCIAS EM BREVE – 09 DE ABRIL DE 2011.
Sábado, 12/03/2011, quarto e último dia de nossa estadia no Parque Natural do Caraça, um lugar sagrado. Meu lugar sagrado.
Hum!!!o quarto está escurinho, silencioso, gostoso. São 7:00 horas da manhã, dia de fazermos nossa última grande “peregrinação”: ir a Bocaina, uma caminhada de 5 km pelo campo da mistura. Abro a janela e…o tempo está para tempestade! Mas já entramos no ritmo da natureza. Sabemos que hoje é dia de conhecer a Pedra da Preguiça, a Bocaina que chora, fotografar o Gigante Adormecido. Levantamos tomamos nosso delicioso Café da Manhã e sem pressa nos
preparamos para a grande aventura. Rumamos para o Santuário, mas antes damos uma paradinha num dos únicos lugares onde tem sinal de celular, para a Patrícia matar a saudade de casa e dar notícias à família (claro saber se estão cumprindo com suas recomendações!). Não é que o tempo começa a melhorar em cima de nossas cabeças? Mas as nuvens são aquelas que aprendemos no jardim de infância: nimbostratus da melhor qualidade, ou seja, via chover mesmo!!!
Mas isso não importa, viemos aqui para fazer parte da natureza.
Deixamos o carro na entrada da trilha mesmo, para ganhar tempo, e partimos para a jornada. O tempo continua ótimo, sobre nossas cabeças. Na bifurcação Cascatinha ou Bocaina, seguimos pela opção da direita: Bocaina – 5 km. Penetramos dentro da mata fechada, mas com uma trilha bem conservada. Eis que surge o Rio Caraça a nossa frente. Cheio, apenas com algumas pedras para serem
usadas como apoio para a travessia. Molharemos os pés com certeza. Mas a Path animada como sempre, começa a estudar o trajeto, pedra, pedrinha, pedrona, essa escorrega, essa não…pronto já estamos do outro lado. Mole e emocionante. Nossos labirintos são estimulados e nosso equilíbrio melhora. Neurônios adormecidos despertam! A caminhada é fantástica, plana, em vegetação típica dos campos de altitude. O tempo está fechado, mas não sentimos que vai chover. Isso é bom, porque tampa o sol e desse ponto em diante não há mais árvores. A paisagem é maravilhosa!!! Vamos caminhando paralelo à majestosa Cascatinha. A Caraça vai se configurando. Um momento sublime em nossas vidas. A sensação de Paz é pulsante.
Chegamos a Pedra da Preguiça onde, segundo dizem, é o melhor lugar para fotografar o Gigante Adormecido (a Caraça, seu pescoço e seu torax). É verdade. O visual é perfeito para se ter a compreensão do porque do nome “Serra do Caraça”. Sentamos para admirar a paisagem e emoldurar nas nossas mentes aquela visão que poucos terão oportunidade de ver. Nos consideramos dois privilegiados.
Nossos neurônios urbanóides se ligam.
Admirando a paisagem em volta, avistamos, no horizonte, a tempestade que se aproxima. Vem em nossa direção e no caminho de volta não haverá abrigo. Contrariados e preocupados com a travessia do Rio Caraça, apertamos o passo (gastamos 1:15 de ida – voltamos em 40 minutos!) Tolice, mas enfim, a desintoxicação ainda não está completa. Como gostávamos de brincar na chuva quando éramos crianças, como brincamos e nem por isso morremos, não é verdade? Porque a pressa? Porque o medo?
Mas Eu ainda encontro um jeito de brincar e agradecer nosso presente. Poso para apontar o nariz da Caraça. Estou feliz demais!
Conseguimos. Chegamos no carro antes da tempestade. Tivemos noticias, pelo Pe. Maurício que na Fazenda a chuva foi torrencial. Mas nossa parceria com São Pedro continua mais firme do que nunca. “Qué sabê” vamos sentar no butiquim local e tomar uma gelada antes do almoço, merecemos! Sentamos, prozeamos, rimos
muito do nosso aperto (medo de chuva. Eu heim?!?!?!?). Fotografamos o belo Carvalho que posava naturalmente à nossa frente, como uma bela modelo querendo ser fotografada. Chove, chuva fina, mas que vai aumentar. Graças a Deus a Path não é de beber, se não acho que não sairia dali. Estava bom demais!!! Mas como a Imperatriz-Diretora da peregrinação é exigente demais, e o escravo fiel, ela propôs uma visita à Capelinha após o almoço, caso o tempo
melhorasse, subimos para o almoço. Nota: desde que não tivéssemos que escalar mais, claro. Estamos pregados.
São 13:09.
Durante o almoço, sem pressa, saboreamos nossa ultima refeição no Santuário, quer dizer, Eu saboreie, pois a Imperatriz não almoça, nem janta. Impressionante, nunca vi isso.Aproveito para tirar mais uma foto dos telhados da casa através das janelas. São mesmas muitas as formas que cobrem esse “labirinto”. Bacana.
Temos fé que a chuva vai melhorar e,assim, poderemos subir até a Capelinha. Enquanto isso não acontece, São Pedro deve estar fazendo a sesta, fomos visitar o Museu. Sempre é bom conhecer um pouco da história dos locais que visitamos.
A história do Caraça é fascinante. Registro da fé, determinação e persistência de um homem e de uma Congregação.
O tempo melhorou. Vamos visitar a Capelinha: construída por volta de1862, no superiorato do Pe.Sípolis, foi construída a capela do Sagrado Coração de Jesus, a uns 1.500 m a leste da Casa e a uns 200 m. acima. Levantou-se, ao lado, um sobrado de dois andares com acomodações para 20 pessoas. Estando muito cheio a Casa do Caraça com
o Seminário e o Colégio, pensava-se em estabelecer, lá em cima, o noviciado e o lugar de repouso dos missionários. O tempo provou que o local era inadequado. Hoje, ao lado da Capelinha, encontramos apenas as ruinas de um sonho.
Prometemos que não iríamos “escalar” mais, mas a vontade de conhecer a Capelinha e sentir a energia da sua história falou mais alto. A caminhada é uma aventura leve, que exige atenção devido aos precipícios, perigos de escorregões. Embrenhar na mata fechada e contemplar das alturas são nossos vícios.
A Capelinha do Sagrado Coração de Jesus foi restaurada, como promessa feita a Deus, no Superiorato do Pe.Francisco Silva, que pediu que o Caraça ficasse livre da terrível doença do beribéri,que foi erradicado do Caraça em 1935.“Até 1968, pelo menos, a festa do Sagrado Coração de Jesus era celebrada no local, com Missa Solene…e Bodega (pique-nique)”Caraça, Peregrinação, Cultura e Turismo – Pe. Tobias Zico – pág.71. Mais uma vez, somos presenteado com uma bela paisagem, um exemplar de Sempre-viva (nossos fogos de artifícios) e uma energia Divina. Registramos em fotografias para compartilhar com amigos e pessoas interessadas em conhecer uma das “portas” do Céu: O Caraça.
Bem, cheguei ao final da saga do Caraça. Me sinto feliz e agradecido a Deus por ter me proporcionado a realização de um sonho que teve seu início em 1979: uma profunda paixão surgiu, inexplicavelmente, na minha alma por esse local. E me sinto mais realizado ainda por poder escrever e compartilhar essa experiência amorosa com pessoas de bem. Não é preciso muito para ser feliz. A felicidade bate à nossa porta todos os dias: nossos filhos, a natureza, os amigos, nossa saúde, nossa paz interior. Esse é o fim de um novo começo!
PS: Reconheço, publicamente, que sem minha musa inspiradora Patrícia França, uma pessoa carinhosa, gentil, educada, linda, de coração puro, que cruzou meu caminho não faz muito tempo, Eu não teria coragem para escrever esta saga. Muito obrigado Path pelo seu afeto e pelo seu amor. Um grande beijo.
Sexta-feira, 11/03/2011 – Dia do primeiro grande desafio. Agora é pra valer: Subir no Morro do Cruzeiro. O tempo não está bom para seguir até a Cascatona. Essa vai ficar para a próxima. Nesse terceiro dia, também de céu nublado, sujeito a tempestades, após o café da manhã na Fazenda do Engenho, seguimos rumo ao Santuário, examinando o tempo, interagindo com São Pedro, com objetivo de fazer nossa primeira grande “caminhada”, que acabou tornando-se uma pequena e desafiadora escalada. Destino: o topo do Morro do Cruzeiro. 800 metros apenas!
A caminho, ainda de carro, paramos no Mirante de baixo, antes da Casa da Ponte, logo após o Mirante da Chegada, para fazer uma foto do prédio principal do Caraça. Uma bela vista também. Como é imponente a Catedral Nossa Senhora Mãe dos Homens! A construção é em estilo gótico, sendo os prédios laterais (dois enormes blocos destinados à hospedagem, moradia dos padres e refeitórios) em estilo colonial (barroco?!?). A arquitetura em perfeita harmonia, como num carinhoso abraço.
Bom, iniciamos nossa caminhada para “conquista” do Morro do Cruzeiro. Descemos em direção à Casa das Sampaias. No caminho paramos numa das mais charmosas atrações turísticas: a pedra sabão onde D.Pedro II escorregou em 1881. Devidamente identificada, a pedra em perfeito estado de conservação é fotografada para nossos registros. Passamos ao lado da Casa das Sampaias, cuja construção foi devidadamente restaurada e está em bom estado de conservação. Chama-nos atenção o alicerce de pedras. Engenharia do século XIX. Seguimos por uma trilha ao lado do Casarão, entrando na mata exuberante. No início da trilha caminhamos por blocos de pedras, bastante escorregadias. É o caminho para a Cascatona também, destino que ficou para a próxima visita. De repente, apesar de todo o cuidado, a Patrícia que caminhava na frente, escorrega e vai ao chão. É a vingança do escravo, que foi muito maltratado e espancado pela Imperatriz. Ela levanta, se recompõe e…cai novamente. Rimos muito, pois enfim, o escravo vingou-se de sua perversa Dona. Humilde, a Imperatriz reconhece que precisa ter mais cuidado e que tem, agora, que andar com as próprias pernas.
Seguimos na jornada, sem saber que encontraríamos pela frente um verdadeiro “paredão” e no final uma escada de ferro para chegar ao topo, onde está o Cruzeiro. No caminho, eis que surge mais uma Sempre-viva. Linda, florida, explodindo como fogos de artifício para saudar-nos a cada passo vencido na “conquista” do objetivo.
Ufa!!!, chegamos ao pé de uma “verruga” de pedra onde, no topo está o Cruzeiro, e de onde se tem uma das mais belas vistas do Santuário. Claro, chegamos até aqui, logo, temos que vencer os degraus da escada de ferro que leva ao cume. Certificamos da firmeza da precária escada e, confiando em Deus (desculpe ai) subimos. Dois loucos levados pelo desejo de chegar ao objetivo. Subimos sem olhar para baixo. Estamos no cume, numa plataforma de pedras firmes, porém, qualquer vacilo será fatal. Sento numa pedra, confortavelmente, para, ai sim, me inteirar de onde estou. Sem palavras: é emocionante!!! Somos presenteados com uma vista magnífica de boa parte do Parque Natural do Caraça. De repente, surge, como que inspecionando quem eram os invasores de seus domínios, um simpático lagarto esverdeado, que após certificar que não faríamos mal à sua morada, posou para algumas fotos e foi-se. Ficamos extasiados com a paisagem. Pausa para meditar e contemplar. O que leva alguém a aventurar-se para chegar num lugar como esse e simplesmente observar? Posso dizer que são muitos os pensamentos nesse momento. Não há explicações, não há motivos, apenas sentimos…não é preciso compreender, nem ser compreendido. Uma experiência íntima, uma atitude pessoal. Não é para todo mundo, Eu sei. Sei, também, que é muito bom quando atingimos objetivos que são definidos pelo coração. A sensação de superar obstáculos e ver que o resultado supera às expectativas é uma das coisas mais gratificantes que podem acontecer na vida de uma pessoa. É a prova de que a Fé remove montanhas. E, para experimentar essas sensações não é preciso ir a Lua. As conquistas podem estar nas coisas simples da vida. Cada um na sua alegria de viver a seu modo, contribuindo para um mundo melhor. Aqui agradeço a Deus pela maravilhosa companhia da Patrícia que, com sua disposição e alegria, contribui para realização desse meu sonho. VIVA A VIDA, SEMPRE VIVA!!! Passamos um bom tempo (não tanto quanto gostaríamos – ainda estamos intoxicados pela pressa e horários) naquele lugar divino e iniciamos nossa descida de volta para a Terra. Não vou entrar em detalhes como foi minha descida dessa “verruga” de pedra, mas deu pra perceber que não posso mais voltar, pelas limitações próprias da idade (joelho, coluna, medos etc). Mas que satisfação!!! Fomos almoçar e comemorar nossa “vitória”. Sentamos no refeitório do lado do Bar e, antes de almoçar, começamos a tomar uma deliciosa cerveja gelada, conversamos sobre nossa excursão, filosofamos, enfim, jogamos conversa fora. Claro, não esquecendo de registrar aquele momento: fotografar a paisagem através das janelas. Como são tortuosos os telhados do Caraça!Chove.
Quinta-feira, 10-09-2011
Acordamos, céu nublado, montanhas encobertas por nuvens pesadas. Chuva na certa! Mas São Pedro é nosso sócio, sei que Ele vai entender nossas necessidades e colaborar. De qualquer maneira o que vier do céu será bem vindo, afinal, fazemos parte do ciclo natural. Descemos para tomar café, um delicioso café da manhã. Nos corredores de acesso ao salão demos de cara com dois belos pavões. As aves pareceram não se importar com nossa presença, e logo se fizeram de sonsas e postaram para fotografias.
Ficamos alegres com a presença dos nossos companheiros, sim, não havia ninguém hospedado naquele enorme casarão. Mesa posta para dois, com tudo que temos direito. Bolo caseiro, leite e queijo da fazenda, biscoitos, frutas deliciosas, suco natural etc. Como o simples pode ser um luxo! Ficamos ansiosos para conhecer o autor de mugidos fortes e constantes, verdadeiros estrondos. Saciados novamente, logo de manhã cedo. Que privilégio. Cada um agradece a Deus ao seu modo, e partimos para nossa segunda excursão no Caraça: taboões, piscina e se o tempo colaborar a Cascatinha. Patricia, a Diretora, diz que não vou poder dormir depois do almoço. Até torço para chover muito, ai poderei fazer a sesta conforme os ensinamentos divinos (rsrsrsrs).
As nuvens pesadas vão passando em direção ao Santuário, e o tempo aqui em baixo melhorando. Pegamos a estradinha de terra rumo aos nossos destinos, claro parando para fotografar, filmar, gravar os sons. Fixar a paisagem nas nossas mentes. O som do carro, que tinha estragado, volta a funcionar!!! Chegamos ao Taboões, estacionamos o carro na beira da estrada e seguimos por uma pequena trilha. Caminhada tranqüila apesar de alguns pontos de alagamento por causa das chuvas constantes, mas que Pe. Maurício já tinha nos alertado. Uma aventura leve para testar os ânimos. Um teste para aquecer a vontade de “conquistar” os objetivos pretendidos. Flores silvestre por todo caminho. Coloridas, de todas as formas, claro, um prato cheio para o meu jardim no Flickr “Uma flor é muito mais que uma simples forma elegante. Nela encontram-se tesouros inimagináveis, que podem estimular o pensamento.”
De repente, no nosso caminho, avistada pela Patrícia (claro ela estava na frente!!!), meu sonho de consumo “herbárico”: uma enorme sempre-viva, a planta em extinção da Serra do Espinhaço (Serra do Cipó). Que nem menino quando ganha o presente dos seus sonhos esqueci dos Taboões e comecei a fotografá-la como a um troféu. A inocência da infância aflora! Tem que ter muita paciência nessas horas com a atitude egoista do artísta. Mas Eu estava feliz demais diante daquela maravilha da Natureza. Depois encontraríamos outros exemplares, mas Eu não sabia. Seguimos para o Taboões. A trilha se divide e fomos pela que conhecia, à esquerda. Porém, ao chegar nas corredeiras só deu para registrar o enorme volume de água (a distância). Não tinha um lugar para ficar apreciando. Fotografei para registrar e resolvemos voltar para pega a trilha da direita e ver onde ia dar. Dois aventureiros de plantão. Não é que fomos novamente presenteados? Chegamos num lugar esculpido pelas águas do ferruginoso Rio Caraça. Um poço de águas cor de cobre, translúcidas e calmas. Pedras para sentar. O som? Só nossas vozes e o produzido pela corredeira.
Paramos um tempo para meditar, contemplar, prozear, fotografar, registrar em nossas mentes aquela paisagem. Emoldurar na memória aquele momento divino. Um lugar daquele só nosso!!! Deve ser horrível cheio de gente, pensamos de maneira egoísta. Sabemos que esse lugar deve ser respeitado, preservado e compartilhado com outros seres humanos.
O sol aparece, as nuvens continuam indo embora, já podemos ver o azul do céu. A vontade é ficar mais, mas o desejo de conhecer outros atrativos é maior. Aproveitamos que o tempo melhorou e seguimos “viagem pelas terras do Caraça”. Fomos para a piscina. Detalhe: não entramos nas águas nenhuma vez! Não fomos preparados para isso. Afinal o tempo estava indicando tempestade, mas como muda rápido lá! Aprendemos isso.
O tempo melhorou consideravelmente, mesmo assim, sentamos na borda da piscina para colocar os pés naquelas águas geladas e abençoadas. Sensação boa! Um banho na Alma. Conversamos, conversamos, conversamos…De repente lembramos que existem horários, que precisamos nos alimentar, beber água. Consultamos as horas: são 12:06. Sinal que ainda estamos intoxicados pelas necessidades e regras humanas neuro-básicas. Na verdade estou com fome, e lembrar da culinária do Caraça atiça meu apetite.
Uma observação: ao se embrenharem na mata, observem as árvores e a presença das enormes caixas de marimbondo. Eles não vão te perdoar se os incomodar. Afinal de contas é território deles!
Fomos almoçar. Choveu muito durante e depois do almoço, aproveitamos para visitar o Centro de Apoio ao Turista, assistir o filme sobre o Parque Natural do Caraça, pedir orientações aos Monitores sobre passeios, etc. O tempo melhorou, fomos para a Cascatinha. As imagens ficaram gravadas na nossa mente apenas. Para variar a bateria da máquina fotográfica desgarregou toda. Droga!!! Deixamos de regitrar a nuvem de borboletas amarelas, o macaco prego que veio nos saldar e fazer graça nos galhos das árvores e um tremendo arco-íris (de ponta a ponta) bem do nosso lado. Uma imagem inesquecível. Fiquem com as imagens e a música do vídeo abaixo, que retrata muito bem nossa experiência:
Primeiro dia, 09 de março de 2011. A chegada. A chegada foi por volta das 15:00 horas. Nos instalamos, Eu e Patrícia, no Casarão da Fazenda do Engenho. O Casarão foi reformado e preparado para receber hóspedes que optam por ficar em local mais tranquilo. Gosto de me hospedar nele, porque dá um gostinho de estarmos isolados numa fazenda. Um lugar bucólico, simples, impecavelmente limpo e cheiroso.Fica a 10 km do prédio principal, com acesso por uma estradinha de terra (uns 800 metros mais ou menos do asfalto), logo à direita do portão de acesso ao Parque Natural do Caraça. Lá somos recebidos pelo “governador da Província” o simpático e sempre solicito às perguntas dos curiosos turistas, o Padre Maurício. Uma vez instalados, fomos dar uma volta a pé pela propriedade em torno do Casarão. Visitar as dependências: o rancho, o galinheiro, o pomar, o jardim. Conectar à natureza, deixar para trás as “intoxicações” da vida urbana. Fizemos as primeiras fotos. A percepção que alimentamos nossas almas e espíritos de energia vital é muito clara. Podemos sentir o cheiro do, abundante, Prana.Sentamos na varanda, num daqueles enormes bancos de madeira de lei maciça. A prosa flui naturalmente. É a paz se instalando nos espíritos. A sintonia com as nossas origens alegra nossas mentes e pensamentos. A paisagem é deslumbrante. O silêncio, a princípio, assusta e ao mesmo tempo nos acalma. Pausa para meditar. Hora de esquecer o trânsito da BR-381.
Entramos no Paraíso!
Estamos revilizados. Hora de subir a serra e dar “alô” ao Santuário. A Patrícia faz sua primeira visita. A felicidade está estampada nos nossos rostos. A Natureza nos recebe de braços abertos. Não nos cobra nada, apenas está ali, por todos os lados. A medida que avançamos ficamos cada vez mais alegres. Momento pleno de felicidade!
Chegamos ao Mirante, o ponto mais alto da estrada, de onde se tem uma panorâmica do que vamos encontrar. De lá podemos identificar alguns dos pontos que visitaremos: o prédio principal, o museu, o casarão das sampaias, o Morro do Cruzeiro (Ufa!!!! – mas fomos e valeu a pena.), a Capelinha, a cascatinha, a bocaina, o calvário etc. Uma vista bem ampla. Respire, respire o ar. Não tenha medo de se preocupar. Vá embora, mas não me deixe de procurar ao redor, e escolha seu próprio chão. Por mais que você viva e voe alto, os sorrisos que você vai dar, as lágrimas que vai chorar, tudo que você tocar e ver, é tudo que sua vida sempre será. Saciados, seguimos em direção ao Portal do Santuário, a Casa da Ponte e a travessia sobre o Rio Caraça, passando sobre uma estreita e pequena ponte. Dai para frente é apaixonar-se ou odiar. Você ficará encantado ou não aguentará a paz, o sossego, a exuberante natureza, o silêncio. Deixamos o carro estacionados e vamos andar a pé. Atravessar a ponte, ver o rio e ouvir o canto das águas. Vamos ler o que as corredeiras tem a nos dizer. Vamos sentir um pouco da história do local e viajar na mente, imaginando como foi que Irmão Lourenço de Nossa Senhora (Carlos Mendonça Távora), fundador do Caraça veio parar aqui no ano de 1770 e, já, em 1779 inaugurava a igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Quem ajudou o Irmão Lourenço a construir esse Santuário? Porque veio construí-lo em lugar tão ermo e, até hoje, de tão difícil acesso? “Estas e outras perguntas, todo visitante as faz, ao chegar ao Caraça. Um deles, o sábio Auguste de Saint-Hilaire, esteve com o próprio Irmão Lourenço, em 1816 e deixou para nós em seu livro “Viagens pelo interior do Brasil” cinco belas páginas sobre o Caraça” – pág. 12 do livro CARAÇA – Peregrinação, Cultura e Turismo, de Pe. José Tobias Zico C.M.
Seguimos de carro até o estacionamento do prédio principal, onde o impacto do visual começa a afetar-nos. A imponência da Catedral Gótica, Nossa Senhora Mãe dos Homens, o jardim, a mata do entorno, o silêncio. Tudo encanta, principalmente quem chega pela primeira vez. Patrícia fica admirada com a beleza do jardim e logo já começa a “dirigir” os melhores ângulos para fotografar os detalhes que ficarão registrados, também, nas nossas mentes para sempre, quem sabe até na nossa genética. É muito forte o que sinto todas as vêzes qe ponho os pés nesse lugar que considero sagrado.
O jardim nos faz recordar dos filmes que assistimos na adolescência, onde eram retratados aqueles jardins magníficos dos Palácios Imperiais da Europa. Logo tiramos as primeiras fotos buscando o melhor ângulo, aquele que irá retratar com fidelidade as curvas, as flores, a fonte, as árvores e os arbustos.
“Vivi de perto com a alma transfigurada de emoção a santa trilogia do Caraça: o silêncio – a solidão – a serenidade”. Tristão de Ataíde, 1938, no “livro de ouro” do Caraça, p.37 v.
É muito interessante, toda vez que vou visitar as dependências do Santuário em determinados lugares fico arrepiado. Mostrei para a Patrícia. É uma sensação gostosa. Não sei e não quero saber de nenhuma explicação exotérica. Acredito que seja a emoção aflorando, fluidos produzidos pelo sentir, a transbordar pelos poros. Não tenho controle sobre esse fenômeno bio-psiquico-fisiológico. Gosto de visitar as Catacumbas. A Patrícia, não quer. Tem medo. Eu não compreendo, é um atrativo turístico que integra as atrações culturais. Convenço-a de entrarmos. Ascendo as luzes, e a medida que vamos entrando no “túnel” outras luzes vão se ascendendo, automaticamente, iluminando a galeria. Enxergamos o altar no final onde está uma imagem de Nossa Senhora e algumas flores, colocadas, provavelmente, por alguns descendentes dos que estão ali enterrados.
Fazemos uma breve oração para os mortos. Tiro umas fotos. Na saida tentamos entender os símbolos exposto no “hall” de entrada.
Saimos da breve visita à Catacumba. Patricia fica aliviada, mas parece que gostou da sensação. Nossa mente e o medo é que nos impede de nos aventurarmos em lugares desconhecidos. Parece que Ela quebrou um tabu. Visitamos o jardim interno. Por sugestão de um Padre fomos cheirar umas flores que segundo Ele tinha cheiro de mel. Verdade! Fui cheirar as deliciosas camélias. Que perfume, maravilhoso! Fomos conferir as horas no “relógio do sol”. Estava muito nublado e não deu para checar as horas (rsrsrsrs). Mas dizem que o relógio funciona corretamente e é muito preciso. Fomos visitar o interior da Catedral, os vitrais, o orgão de tubos, o quadro da Santa Ceia pintado pelo Mestre Ataíde. No hall de entrada do Santuário alguns quadros antigos sobre a história do Caraça. Um exemplar da Bíblia em Latin, móveis de madeira de lei e o livro de visitas “não ilustres”. Assinei para registrar minha presença, mais uma vez (e com certeza não será a última!) Não me lembro se a Patricia assinou! Será que Ela vai querer voltar? Por volta das 18:00 horas subimos para jantar. Ah! que vontade de degustar a deliciosa culinária do Caraça novamente, o arroz, o feijão, o tomate e o alface (direto da horta local), as carnes…opa: esquecemos, era quarta feira de cinzas. Não se come carne nesse dia. Mas o arroz e feijão estavam lá, sobre o fogão a lenha. Que fome!!! A noite promete. Parou de chover e está um friosinho gostoso…Até amanhã, quando relatarei o segundo dia da nossa estadia no Parque Natural do Caraça. Boa noite a todos.
9 de março de 2011, quarta-feira de cinzas, meu aniversário. 55 anos!!!
Desde que conheci o Caraça comecei a sonhar em passar mais do que um final de semana naquele lugar, que tornou-se sagrado para mim. Local de profunda paz e de natureza preservada o Parque Natural do Caraça fica distante 120 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-381 (BH – Vitória).
Desde que restauraram o casarão e o disponibilizaram como opção de hospedagem, tenho ficado nele por ser mais sossegado, uma vez que o prédio do Santuário está sempre cheio. Uma questão de “egoísmo” mesmo. Ficando na Fazenda do Engenho tenho a impressão de estar isolado num cantinho do Parque só meu. O Casarão fica à direita, logo na entrada do Parque, à cerca de 10 km do Santuário. O acesso é por uma pequena estrada de terra, pois fica nas terras de uma fazenda: bois, vacas, galinhas, pavões, cavalos, gato, cachorro, árvores frutíferas, etc, compondo a bucólica paisagem. Compondo a sinfonia da paz e do amor.
Dessa vez fui presenteado por Deus. Resolvi comemorar meu aniversário de 55 anos lá. Quarta-feira de cinzas!
O carnaval terminou na terça, 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Não tinha ninguém hospedado lá!!!
Uma visita de 4 dias. Enfim, vou realizar meu sonho: conhecer a Cascatona (trilha de 6km), o Cruzeiro (800 metros, mas que é uma verdadeira escalada), a Pedra da Preguiça (uns 4 km), no caminho para o Desfiladeiro da Bocaina (o pescoço do gigante – 5 km), de onde se tem uma bela vista da Caraça e da Serra (dá para ver a Capelinha, a Cascatinha, o Pico do Sol e o Inficionado), subir pela segunda vez até a Capelinha (2 km de subida) e tirar minhas fotos. Choveu muito, mas não atrapalhou a progamação e os passeios. Apenas adiou. Não foi possível ir à Cascatona nem ao Desfiladeiro da Bocaina. Em compensação, conheci a parte alta do Taboões. Maravilha!!! Um poção para nadar que é uma verdadeira piscina de água corrente e menos fria que as águas da parte alta do Parque. Espero voltar para nadar nessas águas.
Minha estadia no Santuário do Caraça foi uma experiência enriquecedora, combinando história, natureza e espiritualidade. Recomendo a todos que buscam um refúgio tranquilo e cheio de significado que visitem este lugar singular.
Formatura do Rafael. Engenharia Elétrica, pela Escola de Engenharia da UFMG. 1 de agosto de 2011.
Clique acima em (>) para ouvir o som das águas. Clique na imagem abaixo para ouvir o casal "tucanos do bico verde", na Serra do Mar
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AUTOR
“Esteja certo de estar no time que o desafia...”.
É fácil para as coisas saírem fora dos trilhos.
É fácil saber o que fazer e, mesmo assim, não fazê-lo.
Isto até parece ser como a vida é...
Todos nós temos épocas em que não usamos o que sabemos.
Mas, se nos rodearmos de pessoas que se movitam para frente,
que são positivas,
que estão concentradas na obtenção de resultados,
que nos apoiem,
Isto nos desafiará a sermos mais, a fazermos mais...
Se Você puder se cercar de pessoas,
que nunca deixam Voçê se acomodar com menos do que Voçê pode ter e, ser,
Você tem o maior presente que qualquer um pode esperar.