Alô Mundo!

Este é meu novo blog. Com a extinção do Windows Live Space migrei para o WordPress. Sejam todos bem vindos! Obrigado ao WordPress pela oportunidade e aos amigos pela visita. Espero poder contribuir para um mundo melhor. Uma abraço a todos.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Veja que interessante. Experimente decifrar e leia até o final.

Se você conseguir ler as primeiras
palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras…

3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0
N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314,
C0M
70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0
3575V4M QU453 4C484ND0, V310
UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0,
R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M
N0
CH0R0. P0R3M EL4S C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,
R1ND0 D3 M405
D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14
4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4
C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4
P0D3R4 V1R 3 D357RU1R
7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4
C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550
4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4
53GUR4R, 53R4 C4P42 D3
50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0
4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314.
F4N74571C0
M35M0 !!!!!

Publicado em Passatempos | Deixe um comentário

CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA O LUÍS DA CIDADE

Luis, quanto tempo!

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado,
porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do
sapato sujo! Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha
de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o
sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe,
era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e
meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era
mais de meia-noite.

De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por
isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né Luis?

Pois é. Estou pensando em me mudar pra viver ai na cidade que nem
vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar
puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus
amigos ai da cidade.

To vendo todo mundo falar que nós da agricultura estamos
destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e
tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter
porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APA que
criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma
maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer
uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se
acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né?) contratei Juca,
filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário
mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós
num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família.
Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho,
elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha
que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem
domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de
fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche
tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma
cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não
podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que
ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha
que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra
voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos,
pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um
chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram
nele e não apareceu nem sindicato nem
fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei)
tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira
da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não
chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava,
hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a
distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros . Disse
que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros
de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o
rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer,
mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim
ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos, as
madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor
disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas
me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai
quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado
com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital,
todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não
podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar
limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não
podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital
nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando
pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar
árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa
que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a
madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém,
fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o
fiscal vir fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8
meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia
cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e
me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso
reincidente. Primeiro foram os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta
vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa
de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for
multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar
onde todo mundo cuida da ecologia.. Vou para a cidade, ai tem luz,
carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei
dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o
dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta,
cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e
só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem
cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida
tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da
roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois
não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

Questão de fé

ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS

Que o mar vire cerveja e os homens tira gosto,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre…
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo….

Deus….
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos,
porque Deus, se eu pedir força,
eu bato nele até matá-lo.

Um brinde…
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam
e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!

Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!

Amém.

P.S.: Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever
da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se
tornem uma boa companhia para o jantar.

Publicado em Entretenimento | Deixe um comentário

PÁSSARO CATIVO

"Não quero o teu alpiste! 

Gosto mais do alimento que procuro na mata livre 
em que a voar me viste. 
Tenho água fresca num recanto escuro. 

Da selva em que nasci; da mata entre os verdores,
tenho frutos e flores, sem precisar de ti! 

Não quero a tua esplêndida gaiola! 
Pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido 
aquilo que perdi… 
Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas,
plácido, e escondido. 

Entre os galhos das árvores amigas… 
Solta-me ao vento e ao sol! 
Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol! 
Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas 
cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade! 
Não me roubes a minha liberdade…
QUERO VOAR! VOAR!" 
                                           Olavo Bilac
Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

FRASE DA SEMANA


Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente.
Leila Diniz 

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

FRASE DA SEMANA

Todos os erros humanos são impaciência, uma interrupção prematura de um trabalho metódico.
Franz Kafka
Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

Um conto de Fadas

Era uma vez…

há muito tempo atrás, duas pessoas muito felizes, chamadas Tim e Maggie, com duas crianças chamadas John e Lucy.

Para entender como eram felizes, você precisa entender como eram as coisas naquele tempo:

– Veja, naquele tempo, todo mundo, quando nascia, ganhava um macio e pequenino Saco de Carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho, podia tirar um Carinho Quente. “Carinhos Quentes eram sempre exigidos porque sempre que alguém ganhava um Carinho Quente, este fazia a pessoa se sentir quente e aconchegada, cheia de carinho. As pessoas que não recebiam viviam regularmente em perigo de pegar uma doença nas costas, que as fazia murchar e morrer.”

Naquele tempo, era muito fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém tinha vontade, podia chegar para a gente e dizer: ”Eu gostaria de ter um Carinho Quente”. A gente então metia a mão na sacola e tirava um Carinho do tamanho da mão de uma garotinha. Assim que o Carinho via a luz do dia, ele sorria e desabrochava num grande e felpudo Carinho Quente.

A gente então o colocava na cabeça, no ombro ou no colo da pessoa, e ele se desmanchava e se misturava com a pele, e a pessoa se sentia toda bem.

As pessoas vivam pedindo Carinhos Quentes umas das outras, e …

já que eram dados de graça, nunca havia problema em conseguir Carinhos suficientes. Sempre havia de sobra e por causa disso tudo mundo era feliz e se sentia quente e cheio de carinho durante a maior parte do tempo.

Um dia uma BRUXA má ficou brava porque todo mundo era tão feliz e ninguém comprava poções e ungüentos. A BRUXA era muito esperta e inventou um plano muito malvado:

Numa linda manhã a BRUXA chegou perto de Tim enquanto Maggie estava brincando com a filha, e cochichou no ouvido dele:

Olhe, Tim, veja todos os Carinhos que Maggie está dando para Lucy. Você sabe, se ela continuar assim, vai acabar com eles e não sobrará nenhum para você!”.

Tim ficou muito admirado. Virou-se para a BRUXA e disse:

“Você está querendo me dizer que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?”.

E a BRUXA disse:

Não, de jeito nenhum, e uma vez que eles se acabam, não há mais. Você não ganha mais”.

Dizendo isso, a BRUXA foi embora voando numa vassoura, dando gargalhadas o tempo todo.

Tim levou isso a sério e começou a reparar sempre que Maggie dava um Carinho Quente para outra pessoa. Aos poucos foi ficando muito preocupado, porque gostava dos Carinhos Quentes de Maggie, e não queria desistir deles. Certamente não achava que era certo Maggie ficar gastando todos os seus Carinhos Quentes com as crianças e outra gente. Começou a se queixar toda vez que via Maggie dar um Carinho Quente a outra pessoa, e pelo fato de Maggie gostar muito dele parou de dar Carinhos Quentes para as outras pessoas, reservando-o para Tim.

As crianças viram isso e logo começaram a ter a idéia de que era errado ficar dando Carinhos Quentes toda vez que alguém pedia, ou sentissem vontade de dar.

Elas também ficaram muito cuidadosas.

Prestavam atenção nos pais, e sempre que percebiam que um dos pais estava dando Carinho demais para outros, também começavam a protestar. Elas também estavam ficando preocupadas em não desperdiçar os Carinhos Quentes.

Mesmo que sempre encontrassem um Carinho Quente toda vez que punham a mão na sacola, enfiavam a mão cada vez menos, e foram ficando cada vez mais mesquinhas. Logo as pessoas começaram a perceber a falta de Carinhos Quentes, e começaram a se sentir menos quentes e menos acarinhadas. Começaram a murchar e às vez alguma pessoa morria por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à BRUXA para comprar poções e ungüentos, mesmo que estes não parecessem funcionar.

Bem, a situação estava ficando muito séria mesmo. A BRUXA que estava vendo tudo isso não queria realmente que as pessoas morressem (já que pessoas mortas não podiam comprar suas poções e ungüentos), e assim inventou um novo plano:

Todo mundo ganhou um saquinho que era muito parecido com o Saco de Carinhos, com a diferença que esse saco era frio, enquanto o Saco dos Carinhos era quente. Dentro do saquinho da bruxa havia Espinhos Frios.

Estes Espinhos Frios não faziam as pessoas se sentirem quentes e acariciadas, mas em vez disso fazia com que elas se sentissem frias e espetadas. Porém evitava que as costas das pessoas murchassem. Assim, daí por diante, sempre que alguém dizia “ Eu quero um Carinho Quente”, as pessoas, que tinham medo de acabar com seu suprimento, diziam: “ Não posso te dar um Carinho Quente, mas você quer um Espinho Frio?”. Ás vezes, duas pessoas iam uma de encontro a outra, achando que podiam conseguir um Carinho Quente, mas um deles sempre mudava de opinião e acabava dando ao outro Espinhos Frios.

Então, o resultado final foi que, enquanto algumas pessoas estavam morrendo, muitas delas ainda estavam felizes e se sentiam frias e espetadas.

A situação ficou muito complicada porque desde a vinda da BRUXA, havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar; assim,…

os Carinhos Quentes, que antes eram julgados grátis como o ar, ficaram extremamente valiosos.

Isso fez que as pessoas fizessem todo tipo de coisas para consegui-lo. Antes de a BRUXA chegar, as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro ou cinco, nunca se preocupando muito com que quem estava dando Carinhos Quentes para quem. Depois que a BRUXA apareceu, as pessoas começaram a se ajuntar em pares, e reservar todos seus Carinhos Quentes exclusivamente para a outra do par. As pessoas que se esqueciam e davam Carinho Quente para outra pessoa, imediatamente se sentiam culpadas, porque sabiam que provavelmente seu parceiro ia se aborrecer com a perda de um Carinho Quente.

Pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam comprar seus Carinhos Quentes, e precisavam trabalhar muitas horas para conseguir o dinheiro.

Algumas pessoas, de algum jeito, se tornaram “populares”, e recebiam uma porção de Carinhos Quentes, sem terem que retribuí-los. Estas pessoas então vendiam estes Carinhos Quentes para gente que era “impopular” e que precisava deles para sobreviver.

Outra coisa que aconteceu foi que algumas pessoas pegaram os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, os cobriram com uma cobertura branquinha e estufada, e passaram-nos como se fossem Carinhos Quentes.

Esses Carinhos Quentes falsificados eram na verdade Carinhos Plásticos, e causavam dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam livremente os seus Carinhos Plásticos, e isso presumivelmente devia fazer com que elas se sentissem bem, mas elas acabavam se sentindo mal. E já que pensavam que tinham estado trocando Carinhos Quentes, essas pessoas ficavam muito confusas com isso, e não percebiam que esses sentimentos de espetadas frias eram o resultado de eles terem trocado Carinhos Plásticos.

Então a situação ficou muito grave, e tinha começado com a vinda da BRUXA que tinha feito as pessoas acreditarem que algum dia, quando menos esperassem, poderiam enfiar a mão no Saco dos Carinhos Quentes, e não encontrar mais nenhum.

Não faz muito tempo, uma mulher com grandes quadris, nascida sob o signo de Aquário, chegou a essa terra infeliz. Ela parecia não ter ouvido falar da BRUXA malvada, e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. Eles a chamaram de Mulher dos Quadris e a desaprovaram porque ela dava para as crianças a idéia de que não deveriam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem. As crianças gostaram muito dela, porque se sentiam bem perto dela, e passaram a dar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade.

Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus suprimentos de Carinhos Quentes.

A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes de maneira descuidada, sem uma licença.

Muitas crianças, porém, não pareceram se preocupar; apesar da lei, continuaram a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade e sempre que alguém pedia.

Pelo fato de existirem muitas, muitas crianças…

quase tantas quanto adultos, parecia que talvez eles conseguiriam seguir o seu caminho.

E agora é difícil dizer o que vai acontecer:

As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência?

Os adultos se juntarão à Mulher dos Quadris e às crianças, achando que sempre haverá tantos Carinhos Quentes quantos forem necessários?

Os adulto lembrar-se-ão dos dias que seus filhos querem fazer voltar?

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

Frase da Semana

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."

William Shakespeare

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

Tecendo as Relações

O TAPETE TRIBAL

Para os nômades balúchis, a posse familiar mais valorizada é o tapete artesanal ricamente colorido. Os balúchis levam uma vida errante, geralmente com pouco dinheiro e poucas posses. O desenho e a tecelagem de um tapete é uma atividade de grande significado familiar nesta paisagem árida e inóspita. Ele provavelmente será tecido em um grande cercado próximo a um amontoado de habitações e, de tempos em tempos, transportado por distâncias consideráveis até que a tarefa seja carinhosamente concluída. O procedimento acompanha as seguintes fases:

FASE CONCEITUAL

Depois de um noivado ou algum outro evento familiar importante, uma discussão dá início ao projeto. O chefe da família comanda a discussão e os mais velhos expressam suas idéias sobre o desenho, custo e fonte de finanças, antes de se tomar a decisão final de prosseguir.

FASE DE PLANEJAMENTO

Um desenhista profissional pago para preparar uma seleção de projetos adequados para apreciação, seguindo-se uma discussão animada até chegar à escolha final do desenho e da cor. Um desenho novo e complicado pode custar proximadamente 500 dólares.

FASE DE IMPLEMENTAÇÃO (execução)

Aprovisionamento de recursos.

Quando se chega a um acordo quanto ao desenho e o preço é negociado, o passo seguinte é a seleção dos materiais – lã, cânhamo, algodão ou algum outro material para a urdidura e a trama, lã para as felpas do tapete e corante para produzir as ricas cores do complicado desenho.

O desenhista acompanhará os aldeões ao mercado para selecionar a lã e o algodão. Os materiais são comprados sem que estejam tingidos e quando o processo de pechincha é concluído os grupos vão até o tintureiro, onde são discutidos os tons exatos. A primeira fase de confecção consiste no processo de tingimento, que leva muito tempo. Corantes vegetais ou à base de anilina são misturados a quantidade necessária de lã é colorida em cada um dos vários tons para completar o desenho. O tingimento de lã é uma arte antiga que exige considerável habilidade. É importante que a quantidade correta de lã seja tingida em cada cor, ou o custo se elevará e a qualidade será prejudicada, pois pode não ser possível alcançar o tom com precisão suficiente para produzir mais lã de um determinado tom e qualquer excesso em uma cor resultará em escassez em outra.

CONFECÇÃO

O tapete é feito numa grande armação de madeira (tear) na qual a urdidura e a trama são esticadas durante o processo de amarração manual. A madeira não é abundante e as circunstâncias determinam se para o trabalho esse equipamento essencial será construído, pedido emprestado ou negociado com outra família. Outras ferramentas incluem a tika – uma pequena navalha semelhante a uma faca, um pente especial, tesouras e recipientes nos quais a lã será tingida.

O trabalho de confecção de tapetes é uma arte antiga praticada por povos nômades durante milhares de anos. A aprendizagem começa na infância e cada felpa de lã é cuidadosamente inserida e amarrada a mão. Quando o tapete está terminado, ele é lavado em água corrente limpa e levado a um empreiteiro para que a penugem seja raspada, resultando num acabamento uniforme.

FASE DE CONCLUSÃO

O tapete acabado é passado a ferro e deixado nos becos e ruelas da aldeia tribal para que o passar de pés possa realçar sua beleza. Depois, ele é entregue à pessoa para quem foi feito.

Publicado em Organizações | Deixe um comentário