Na pedra que canta, um altar oculto,
Raízes em prece tocam o profundo.
O céu se debruça sobre o silêncio,
Como se soubesse o nome do mundo.
Nos galhos há gestos de antigos rituais,
Folhas recitam versos jamais escritos.
A luz, entre nuvens, derrama-se em bênçãos,
E até o tempo parece mais infinito.
A montanha se inclina como quem ora,
O vento entoa hinos sem língua nem som.
Ali, onde a arte se veste de natureza,
Tudo é sagrado — e nada é só dom.






