PARNASO Sede Guapimirim

Tempo nublado. Nuvens acumuladas nos Picos. Mais um dia sem contemplar os cumes. Sabino vai ficar sem ver o Dedo de Deus, mas parece que não vai chover, então hora de levantar, tomar café na casinha de boneca e seguir o planejamento do turismo ecológico. Puxa foi chic demais conseguimos realizar todo o roteiro, apesar da ameaça de “tromba d’água” no Rio Soberbo. Uma vivência única passear com o filho na Mata Atlântica. Sensação melhor só quando apresentamos nossos filhos ao mar. Coisas de Pai. Tem que ser Pai para entender. Nossa a Sede Guapimirim do PARNASO está bem abandonada, mas é uma visita interessante pela história que é contada na exposição no Centro de Visitantes. Vou descrever o Parque por meio das fotos que postarei. Vamos lá:

Centro do Visitante-Museu Von Martius. Ponto inicial da visitação. Somos recebidos pela simpática e atenciosa Margot, quem nos dá dicas para as caminhadas aos atrativos do Parque.

Centro do Visitante-Museu Von Martius. Ponto inicial da visitação. Somos recebidos pela simpática e atenciosa Margot, quem nos dá dicas para caminhadas aos atrativos do Parque.

Primeiro atrativo a ser visitado. O acesso é por uma trilha leve porém, muito, muito, escorregadia, cuja entrada é à direita da trilha que leva ao Poço Verde. Interessante.

Primeiro atrativo a ser visitado. O acesso é por uma trilha leve porém, muito, muito, escorregadia, cuja entrada é à direita da trilha que leva ao Poço Verde. Interessante.

Esse é o Poço Verde. Fica no final de uma trilha leve, mas para chegar na beira da corredeira é preciso bastante atenção e cuidado, pois, as pedras são bastantes escorregadiças.

Esse é o Poço Verde. Fica no final de uma trilha leve, mas para chegar na beira da corredeira é preciso bastante atenção e cuidado, pois, as pedras são bastantes escorregadiças.

Ficamos sentado a beira do riacho por um tempo contemplando a paisagem e conversamos um pouco. O suor brota em bicas por todo meu corpo, da cabeça às pontas do pé. Apesar do sol encoberto pelas nuvens pesadas, o mormaço, a mata fechada e a caminhada fez parecer que estávamos numa sauna a vapor. Que lugar gostoso. Deveríamos ter ficado mais por lá, mas a ameça de chuva nos fez abreviar esse momento de magia. Pai e filho, mergulhados no prana abundante. Esse foi o fim da “trilha alta”. Agora vamos para a parte de baixo. Antes passamos pela Sede para ir no banheiro e beber água, muita água. Compramos uma garrafa para enfrentar a próxima caminhada. Será que pegamos o carro? Nada, vamos continuar a pé mesmo. Desafio para o véio sedentário e o Sabino está com ótimo preparo e animado. Companheirão! Para os apreciadores da flora brasileira, recomendo a visita ao site Flora Brasilienses, trabalho do von Martius, resultado de seus estudos realizados entre 1840 e 1906. Original e atual!

Pausa. Mais um papo com a Margot que deu mais dicas para conhecer os atrativos da parte baixa do Parque. O Centro de Visitantes da Sede Guapimirim do PARNASO é bem tímido em relação ao da Sede de Teresópolis. A lanchonete é uma geladeira e a lojinha de Capela PARNASOlembranças resume em cabides e prateleiras na mesma sala. Que contraste interessante. Será que o propósito é manter a impressão mesmo de uma viagem ao passado?

Para não estender-me muito, vou deixar a descrição da parte baixa para o próximo post. Uma visita à Capela Nossa Senhora da Conceição do Soberbo, erguida em 1713 e uma cachoeira bem legal!

Feliz 2015 para todos. Paz, luz, energias positivas, disposição, saúde, discernimento, fé, paciência para enfrentar as adversidades, resiliência, amor, muito amor. Desfazer do velho para dar espaço ao novo. Esse é o lema-2015. Tralhas para fora! Novas metas e novos desafios, sejam bem vindos!!!!!!!!!!!!

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Alto astral.

Na BR-040 com Sabino na direção. Tranquilidade total. Sabino dirige super bem! Surpreendeu-me, nem vi o tempo passar no caminho para Itaipava. Parada para o almoço. Se tem um lugar que gosto é Itaipava. Lugar limpo, cheiroso e com uma gastronomia impar. Fomos conhecer o Shopping da entrada da Cidade e como não tinha Praça de Alimentação com restaurante, fomos almoçar numa churrascaria em frente. E X C E L E N T E! Que bom almoçar em família. Meu filho é alto astral e traz uma energia boa. Conversamos muito, com tranquilidade, e depois de uma deliciosa sobremesa, fomos para estrada. Subir para Teresópolis. Sabino na direção novamente. Agora acabou o filé. a estrada, com panorâmicas maravilhosas, tem infinitas curvas. Graças a Deus está sem movimento. Nenhum caminhão à frente para ultrapassar. Nuvens pesadíssimas no céu. Vem tempestade por ai.

Pousada ChamonixNão deu outra. Entramos em Teresópolis debaixo do maior toro. Sabino não conhece nada, mas conduziu o carro super bem até a Pousada Chamonix. Será que vai ter quarto para passarmos a noite e o dia de amanhã? São cerca de 17:15h. Que viagem deliciosa e, ainda mais, essa chuva para lavar a Alma e trazer o cheiro bom da Mata Atlântica molhada. É quando o prana exala com mais intensidade. Alimento para a Alma!

Quarto ótimo, com uma varandinha super simpática e vista para a rua, a qual não tem muito movimento. Um sossego. Convite para o pouso. Sossego dos guerreiros Sabino! A segunda começou pesada, mas a energia pesada foi se dissipando pelo caminho e foi embora de vez ao chegarmos na Pousada alto astral, que descobrimos por acaso, Eu e a Vidal em março deste ano, 2014. Um ano M A R A V I L H O S O, cheio de realizações e conquistas. Natural o aparecimento de um obstáculo. Mais um a ser superado, com nossa FÉ inabalável. Mais uma vez vou utilizar minha arma secreta: o amor pela VIDA e pelas pessoas. Ai ai ai, minha resiliência já não é a mesma de 30 anos atrás, mas a sabedoria acumulada me acalma e ajuda a superar mais essa prova. Paciência é a chave. Essa virtude é meu tendão de Aquiles. Mas minha Fé continua inabalável. Essa é meu energético!

A torrente passou, as energias foram repostas com uma deliciosa sonecaCondominio Comary e um banho dos Deuses. Vamos sair para alimentar o físico e dar uma volta para o Sabino conhecer a night de Terê. Adivinha onde fomos parar: num saboroso Mac Donald’s kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Mais papo gostoso com meu filho. Mais um final de dia especial na minha VIDA! só tenho a agradecer a Deus. Estou feliz e me apego a essa energia, apesar dos  flashes de saudades da Vidal e imaginar o quanto Ela deve estar sofrendo. Bem que Ela poderia estar aqui conosco!

Hora de mimi. Seguiremos com a narração no próximo post. Amanhã tem PARNASO. Oba, oba, oba!

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Uma estrada, um filho, e muita saudade. Prelúdio.

Cheguei. Quantas incertezas. Quantos planos. A vontade de pegar estrada e conhecer a parte baixa do Parque Nacional da Serra dos Órgãos é enorme! Sede Guapimirim.PARNASO - Sede Guapimirim

Estranho entrar no Ninho e ele estar vazio. Energia negativa, algo não está certo. O cheiro não é bom. Depois de 3 anos, exatos 3 anos, sinto uma sensação desagradável no AP. Não sei se é por falta da Vidal, que foi internada, ou se é aborrecimento por saber que passaram por ali pessoas sem amor pelo Ninho. Desagradável! Isso foi numa sexta, após uma longa viagem. Será que a bateria do HB descarregou? 2 meses e 19 dias parado. Ligou, pegou! Que alegria, não será preciso chamar a Assistência Técnica. Sai para almoçar com o Walker, que deu uma pincelada na situação da mãe. Informações vagas. Insuficientes! Não é direito aprofundar. Respeito aos desejos da mulher que amo. Nada de fofoca né Fernandão?! Imagino o sofrimento da Vidal, mas bloqueio maiores detalhes, por respeito as preferencias dela. Nunca Ela se abriu comigo. Não fosse a válvula de alívio da panela de pressão, esta explodiria, disso Eu tenho certeza. Aprendi que é preciso aliviar a pressão, ou falando, ou escrevendo. Escrever é uma boa válvula de alívio

Sábado, amanhã, o Sabino chega. 17:00 horas na Rodoviária. Vou buscá-lo. Antes uma limpada da energia negativa impregnada no AP, e ir ao Centro para comprar as reposições do resultado da “destruição”. Tudo certo. Fiquei tão satisfeito de consertar o banquinho branco da Path, trocar o puxador, jogar tralhas fora, desengordurar os utensílios. Vou retomando a posse. Ainda há incertezas. A saudade bate. As boas lembranças afloram. Flechas no coração, penetram pela iris. Mas, o cheiro ainda não tá bom! Sinto medo, saudade, ansiedade, revolta, um coquetel de sentimentos. Não sou responsável pelos sentimentos despertados, lembra? Estou tão excitado que não consigo descansar.

Oba! Mensangem do Sabino tá em Santos Dumont já. 16:30 vou pra Rodô. Fui…

Matamos a saudade do Bigode. Lotado! Mas foi ótimo: torresmo em tira, o melhor do mundo, com cerveja e refri. Coca KS, bão demais da conta sô. Esquecemos da época de Natal e fomos ao Shopping. Lotado! “Vamos dar o fora daqui.” Padaria Maxi Pão, claro! Chove muito…o Sabino foi no BB do outro lado da Rua. Parei o carro na porta da Padaria. Claro, tava todo mundo no Shopping : – ))) Delícia de Padaria, delicia de sanduíche.

Domingo…Fomos conferir o Mr Tugas. Muita perfumaria e maquiagem. Mas é interessante e a pizza é boa, assim como, o azeite e a cerveja. Aliás o carro chefe sem dúvida são os azeites temperados. Vale a pena conferir.BR-040

Segunda…esquece a parte da manhã.  Resolvendo problemas na Cidade. Saimos para Teresópolis, por volta das 14:00h. Agora vai começar mais uma deliciosa aventura dos Sabino. Acompanhe no próximo post. em breve!

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.600 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

2014, um Ano de realizações, saúde, encontros e desencontros. Que venha 2015, com a mesma energia, ou mais!

2014, um Ano de realizações, saúde, encontros e desencontros. Que venha 2015, com a mesma energia, ou mais!

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Saudade, melancolia e angustia

Saudade =  sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas.

Melancolia = sentimento de vaga e doce tristeza que compraz e favorece o devaneio e a meditação

Angústia = estado de ansiedade, inquietude; sofrimento, tormento.

A saudade alimenta os sonhos. A angustia provoca pesadelos.

Saudade inspira a poesia. Liberta. Não deixa a angustia te abraçar.

Confie em Deus!

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Esperança

Arranjo LaRoccaEu me chamo a Esperança; sorrio à vossa entrada na VIDA; eu vos sigo passo a passo, e não vos deixo senão nos mundos onde se realizam, para vós, as promessas de felicidade que ouvis, sem cessar, murmurar aos vossos ouvidos. Eu sou vossa fiel amiga, não repilais minhas inspirações: eu sou a Esperança. Sou eu que canto pela voz do rouxinol e que lança aos ecos da floresta essas notas lamentosas e cadenciadas que vos fazem sonhar com os céus: sou eu quem inspira à andorinha o desejo de aquecer seus amores ao abrigo de vossas moradas;Bufê Apolo eu brinco na brisa leve que acaricia os vossos cabelos; eu derramo aos vossos pés perfumes suave das flores de vossos canteiros, e é com dificuldade que dais um pensamento a esta amiga que vos é tão devotada! Não a repilais: é a Esperança. Eu sou a esperança! sou eu que, no inverno, faço crescer sobre a crosta dos carvalhos os musgos espessos dos quais os pequenos pássaros constroem seu ninho; sou eu que, na primavera, corôo a macieira e a amendoeira de suas flores brancas e rosas, e as derramo sobre a terra como uma juncada celeste que faz aspirar aos mundos felizes; estou sobretudo convosco quando sois pobres e sofredores; minha voz ressoa, sem cessar, em vossos ouvidos; não me repilais: eu sou a Esperança. Não me repilais, porque o anjo do desespero me faz uma guerra obstinada e se esgota em vãos esforços para me substituir junto de vós; não sou sempre a mais forte e, quando ele chega a me afastar, vos envolve com suas asas fúnebres, desvia os vossos pensamentos de Deus e vos conduz ao suicídio; uni-vos a mim para afastar sua funesta influência e deixa-vos embalar docemente em meus braços, porque eu sou a Esperança. (FÉLICIA)

Ao fundo a Cachoeira Avencal.

Ao fundo a Cachoeira Avencal.

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UHE Belo Monte: Sistema de Transposição de Embarcações – STE

Foi com satisfação que assumimos, em 18 de novembro de 2013, a Gestão Técnica/Operacional do Sistema que garante a continuidade da navegação no Rio Xingu, impactada pelas obras e pela implantação da UHE Belo Monte.

Dársena Jusante: setor localizado abaixo do barramento onde são feitas a retirada/colocação das embarcações.

Dársena Jusante: setor localizado abaixo do barramento onde são feitas a retirada/colocação das embarcações.

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Travelift – equipamento para retirada/colocação de embarcações acima de 6 toneladas e até 35 toneladas.

Rampa da Dársena Montante: para embarcações com menos de 6 toneladas.

Rampa da Dársena Montante: para embarcações com menos de 6 toneladas.

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Carreta de 3 eixos realiza a transposição, passando pela área central do dispositivo de transposição.

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Brasil do Futuro

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Canal do Panamá

Pode-se considerar que um dos maiores obstáculos à construção de um canal que ligasse o Oceano Atlântico ao Pacífico, por parte dos norte-americanos, era a presença inglesa no Caribe. A Grã-Bretanha era ainda senhora de numerosas possessões na região, tais como as ilhas Bermudas, Bahamas, Virgens Britânicas, Antígua, Trinidad-Tobago e uma base naval nas Honduras Britânicas (atual Belize). Assim, qualquer projeto ambicionado por parte dos norte-americanos naquela região estratégica implicava em algum tipo de entendimento com os ingleses.

Como resultado desse impasse, ambos, Estados Unido e Grã-Bretanha, firmaram o Tratado Clayton-Bulwer, pelo qual concordavam em não construir um canal sem a mútua participação ou consentimento.

Na medida em que se prolongava a indecisão de ambos e a Inglaterra se mostrava desinteressada em envolver-se numa obra daquele vulto, coube ao engenheiro francês Ferdinand de Lesseps, o construtor do Canal do Suez, obter a concessão para sua construção junto ao governo da Grã-Colômbia, em 1879. Desgraçadamente para Lesseps, após uma série de erros técnicos, a sua companhia faliu, dez anos depois, após ter consumido 250 milhões de dólares sem nenhum resultado. Demonstração de que o colonialismo francês, já no final do século XIX, não suportava arcar com obras de tal dimensão1. Em 1894, um engenheiro da antiga companhia de Lesseps fundou a Compagnie Nouvelle du Canal de Panama para se encarregar da massa falida bem como tratar de vender o espólio a algum comprador.

Inspirado na vitória sobre a Espanha na guerra de 1898 e nas evidentes vantagens estratégicas que lhe proporcionaria a construção de um canal que ligasse os oceanos Atlântico e Pacífico, cortando a província colombiana do Panamá, o presidente Theodore Roosevelt, apelando para meios pouco convencionais, lançou as bases concretas para que o seu país se tornasse uma potência mundial.

Theodore Roosevelt, percebendo as vantagens estratégicas de dar começo a uma grande construção cortando o istmo, não hesitou, pagando 40 milhões de dólares pelas ações da antiga companhia francesa falida. Depois dos tratados Hay-Paucefote, a Inglaterra não somente desistiu de ser sócia na construção de um conduto interoceânico como também aceitou que os Estados Unidos fortificassem militarmente a futura Zona do Canal. Livre dos impedimentos internacionais, Roosevelt tratou de obter a permissão do Congresso para iniciar as obras (Lei Spooner). A Colômbia, no entanto, mostrou-se arredia.

Como a concessão que havia dado à companhia de Lesseps estava para findar em 1903, esperavam os seus governantes revendê-la a um preço mais compensador para a república. Roosevelt entendeu o gesto dos colombianos como uma extorsão, classificando-os nada mais do que bandidos. Foi então que o big stick os atingiu.

Em outubro de 1903, os funcionários da companhia sediada no Panamá, aliados a José Augustin Arango, o representante da Panama Railroad Company, chefe da junta local, foram estimulados a criar um movimento separatista, proclamando a independência da região do Panamá. Vindo em socorro desse pseudomovimento autonomista, os fuzileiros norte-americanos, a bordo do encouraçado Nashville, desembarcam em Cólon, impedindo a reação dos colombianos. Ironicamente, os Estados Unidos alegaram estarem cumprindo com os dispositivos de um antigo tratado, o Bidlack-Mallarino, firmado em 1846, que os permitia auxiliar a Colômbia a restabelecer a ordem caso a área do istmo estivesse conflagrada por alguma desordem qualquer. À república da Grã-Colômbia, mutilada com a perda daquela província, nada mais restou do que aceitar o fato consumado de que doravante os norte-americanos seriam os senhores de fato das terras panamenhas.

Em novembro de 1903, firmou-se em Washington o Tratado Hay – Bunau Varilla, também chamado de Isthmian Canal Convention, que dava aos Estados Unidos o domínio perpétuo sobre uma zona de 16 km de largura através do istmo, de um costa a outra. Em troca, os Estados Unidos da América pagariam dez milhões de dólares e um arrendamento de 250 mil dólares anuais aos panamenhos2. Posteriormente, este tratado foi várias vezes denunciado por patriotas panamenhos, pois Bunau Varilla não era cidadão panamenho, mas sim um simples sócio de uma empresa concessionária francesa.

Em 1904, assumindo o protetorado sobre o Panamá, o governo americano tomou posse formalmente da Zona do Canal, dando início às obras que seriam concluídas dez anos depois, em 15 de agosto de 1914, ao preço de cinco mil mortos, vítimas da malária e da febre amarela, e a um custo de 360 milhões de dólares, o Canal foi aberto ao comércio do mundo. Para tentar cicatrizar as feridas abertas no sentimento nacional dos colombianos, os Estados Unidos, posteriormente, em 1921, num tratado especial de reconciliação, indenizaram a república com 25 milhões de dólares. Inspirados na grande estratégia do almirante Mahan, a América do Norte passava assim a ser uma potência de projeção mundial com a possibilidade de exercer o controle sobre os dois grandes oceanos.

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Indenização x Atingido

A única forma de mitigar os impactos sociais causados aos ATINGIDOS, decorrentes de empreendimentos desenvolvimentistas econômicos progressistas, é classificar o ATINGIDO como SER HUMANO e, assim, o trata-lo. Pelo brilho no seu olhar mensurar a indenização.

O mais é blablablá.

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